quinta-feira, novembro 17, 2011

100!

Vó, trago novidades.

Casei de novo -- com a Inês, que também faz aniversário hoje, 18 de Novembro.
Ela tem sobrenome francês, mas é moça de família -- a Senhora aprovaria, com certeza.
Além disso, estou de casa nova, e -- tchan tchan tchan tchan!!!!! --- voltei a cozinhar.
Ou seja: aquele livro de receitas que a Senhora ditou quando vim embora de Brasília está ativo novamente.

Nos próximos dias vou publicar algumas fotos aqui de casa para a Senhora dar uma olhada.

Por enquanto, fique com umas fotos nossas no show do Eric Clapton em São Paulo 4 semanas atrás.

Parabéns pelos 100.

Mande um abraço para o Vivaldo
Diz pra ele que as camisetas e bermudas dele estão em uso.

Um beijo.

Inês e Chico

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Vó, tem novela nova do Gilberto Braga estreando esta semana


Essa vai ser boa.

Não sei se tem fuso horário daqui para aí, mas, de qualquer maneira, vai ao ar às 9 da Noite (hora de Brasília)

Um beijo, Chiquinho

quinta-feira, novembro 18, 2010

99

Parabéns, vó.
Está fazendo um dia lindo hoje, aproveite bem o seu dia.
Mande lembranças nossas ao Vivaldo.
Um beijo, Chiquinho.














PS: Essa foto minha com a Inês foi tirada no aniversário de 50 anos do meu velho amigo Eugênio 3 semanas atrás, numa casa lá na subida do Morro da Asa Delta, na divisa com São Vicente.

quarta-feira, setembro 08, 2010

Prepare seu coração, Candinha: Está chegando visita por aí



Pode gelar a cerveja e esquentar a óleo para fritar muitos bolinhos de bacalhau, pois não é uma visita qualquer.

Um beijo, Chiquinho.

terça-feira, novembro 17, 2009

98

Vó,

Dê-se por feliz por não estar mais por aqui com uma idade tão avançada. Não ia ser legal. Não dá para viver direito com tantos anos nas costas. Fique quietinha por aí que é bem melhor.

Além do mais, a senhora não imagina o calor horroroso que fez hoje aqui em Santos. Todos os velhinhos da cidade estão batendo pino com esse bafo quente. Judiação...


Segue uma foto de dois ou três anos atrás -- que eu bati, motivo pelo qual não estou nela -- da família reunida em São Paulo no aniversário da Julinha -- que a senhora não conheceu, mas deve saber quem é.

Claro que tem um monte de fotos de família melhores e mais recentes, mas gosto particularmente do astral desta.


Segue também essa outra, tirada poucos meses atrás, minha com a Inês, que, por sinal, faz aniversário também no dia 18 de Novembro, e tem o mesmo gênio desgraçado de escorpiana, adivinha de quem?

Entendeu agora porque eu sinto menos a sua falta do que o Fábio, a Thaís, o Fabrício ou a Anabé? Não adianta dizer que não foi praga sua, que eu sei que foi...


Bom... Feliz aniversário, Candinha.

Já já a gente comemora seu centenário de nascimento em grande estilo.

É logo logo.

Até lá, cuide-se bem, ponha um casaquinho que aí deve ser meio frio... e juízo, viu?

Um beijo,

Chiquinho

PS: Mande um abraço para o Tio Júlio, e outro para o Manoel Maneco...

sexta-feira, agosto 25, 2006

Um sonho curioso


Sonhei com a Candinha hoje.

Cheguei em casa na hora do almoço, comi alguma coisa ligeira e deitei para tirar uma pestana regulamentar até as 2 da tarde.

Então, tocou a campainha e eu fui atender. Era a Candinha, com uma mala na mão, que eu teria esquecido em algum lugar e ela veio me trazer. Sentou para conversar comigo, falamos de um monte de coisas -- como se tivéssemos nos encontrado há pouco tempo, eram todos assuntos recentes --, ela disse que estava indo até a casa da Tia Lídia, e que depois iria até a Tia Maria. Disse a ela que a Tia Maria iria gostar de revê-la, pois a vida dela mudou muito desde a morte do Tio Júlio, e ela concordou. Seguiu por aí. Foi uma conversa como tantas outras que tivemos. Nada demais, nada carregado de emoção, tudo muito objetivo e determinado, mas bastante confortante.

Quando acordei, saí procurando por ela pela casa, e só então caiu a ficha de que tinha sonhado. Foi um sonho tão claro e tão pé-no-chão que em momento algum me passou pela cabeça o fato dela já não estar mais por aqui há quase 6 anos.
Um detalhe curioso. Semana passada, minha chave quebrou na fechadura da porta que dá para a sala daqui do apartamento. É uma fechadura antiga, com uma chave longa, que eu já tentei duplicar várias vezes e nunca consegui, pois o padrão daquela chave não é mais adotado por nenhum chaveiro que eu conheça. Eu sabia que no dia em que aquela chave quebrasse, eu fatalmente teria que trocar o miolo da fechadura. E vou fazer isso agora, na próxima semana, depois de receber. Mas, por conta disso, fiquei esses dias todos entrando e saindo de casa pela porta da cozinha. Que não abre por completo, pois esbarra na geladeira. E que, em circunstâncias normais, eu nunca uso.

Pois eu recebi a Candinha aqui em casa justamente pela porta da cozinha. (Chiquinho)

sábado, agosto 19, 2006

Órfãos da Candinha 2

Esses dias de agosto nascem diferentes do resto do ano. Trazem um certo peso, logo pela manhã, um pensamento recorrente : "faltam poucos dias..." Até que o dia chega e te obriga a parar e fazer o balanço dos últimos seis anos. Tudo o que você viveu nos últimos tempos e não pôde compartilhar com a Candinha e todas as lembranças do carinho dela por todos nós. É muita saudade... Hoje resolvi prestar um homenagem silenciosa: fiz um quibe! E mando a receita - original, é claro. Se não é possível matar as saudades, se a tristeza pela falta que ela faz é inevitável, que a gente pelo menos possa perpetuar sua arte.

Quibe Assado

1/2 kg de patinho magro moído
250 g de trigo para quibe
1 cebola
1 pimentão
sal
azeite
limão
1/2 tablete de margarina

Deixe o trigo de molho até crescer ( mais ou menos meia hora). Coloque a carne num recipiente fundo. Pique a cebola e o pimentão bem miudinho, ou então bata no liquidificador ou processador, sem água (no caso de ter alguém que não tolera cebola). Acrescente o sal, o limão e o azeite. Esprema o trigo para escorrer a água e vá amassando com a carne, incorporando bem os ingredientes. Colque numa assadeira, faça marcações em losangos na superfície, ponha pedacinhos de manteiga por cima e leve para assar coberto com papel alumínio em forno quente pré-aquecido, por 15 minutos e depois descubra para dourar. ( Thaïs)

sexta-feira, agosto 18, 2006

Órfãos da Candinha

Candinha,
A gente continua por aqui, seguindo o seu exemplo, cuidando de tudo o que você plantou e sentindo muita saudade.

terça-feira, maio 30, 2006

Os anos de casamento



Candinha e família, em 1950



Candinha se casou com Gaspar em 1930, na catedral de Santos. Ela tinha 18 anos. Ele, 20. O primeiro ano de casamento foi de rara intimidade. Os dois foram morar numa casa alugada, em parceria com outro casal amigo, Lindolfo e Eulália – que se tornariam contraparentes. A irmã de Eulália, Tereza, se casaria com Maneco, irmão de Candinha. A filha mais velha de Eulália, Norma, seria noiva de Vivaldo, o filho mais velho de Candinha (a história do noivado desfeito rende uma história que não cabe aqui). Um casal ficava na parte de cima da casa, o outro na parte inferior.
Mas o pai de Candinha, o garçom lusitano Chico Simões, não sossegou enquanto não convenceu o jovem casal a ir morar em sua casa, no bairro do Campo Grande, em Santos (a casa está de pé até hoje, mas tinha tantos anexos foi dividida em duas). Mais tarde, o irmão mais novo de Candinha, Júlio, também se casaria com a bela Maria Sâmia, filha de sírios, e constituiria família na casa, que chegou a agregar umas doze pessoas de três gerações vivendo num labirinto de puxados.
Na casa cheia de gente, Candinha assumiu o fogão. Comia-se bacalhau duas vezes por semana, e o trivial nos outros dias. O cardápio foi enriquecido por contribuições sírias, como quibes, esfihas, tabules, trazidos por Maria Sâmia, e da cozinha brasileira. A mãe de Gaspar, Rosa Eufrázia do Amaral, descendia de caiçaras e comia com as mãos.
Candinha perdeu a primeira filha, que morreu num parto complicadíssimo. Vivaldo nasceu em 1933. Valdívia, minha mãe, em 1938. Gaspar ganhava bem. Trabalhava como vendedor da Texaco. Tinha um padrão de vida bem acima da média – nos anos 1940, tinha até automóvel. O casamento era à moda antiga: Candinha ficava em casa cuidando dos filhos, Gaspar assumia o papel de provedor. Era um farrista. Há fotos dele com amigos, todos vestidos de mulher, brincando o Carnaval, e se conta que às vezes saía à noite para dançar e só aparecia de manhã. Candinha passava seu terno risca de giz para ele sair à noite e ficava em casa, esperando-o aparecer.
Era submissa, mas até certo ponto. Depois do casamento, parou de trabalhar como costureira por imposição do marido. Pois quando ele chegava alto em casa, ela aproveitava para raspar sua carteira e reforçar suas economias. Quando Gaspar acordava e perguntava do dinheiro sumido, levava uma descompostura: “Empresta dinheiro para todo mundo e depois nem lembra”. Gaspar se calava. Mão aberta, ele costumava, de fato, financiar os conhecidos e às vezes registrava as pequenas dívidas em papéis que levava no bolso. Quando ele morreu, isso Candinha não esqueceu, ninguém procurou a viúva para saldar nenhum papagaio.
Gaspar morreu em agosto de 1950, vítima de um enfarte fulminante nos braços de Candinha, poucos dias depois de testemunhar, no Maracanã, a derrota do Brasil na final da Copa de 1950. Pândego e glutão, era fã incontrolável da comida de sua mulher – embora não dispensasse uma boa cerveja e uma lingüicinha no boteco da esquina. Pouco antes de morrer, sentiu-se mal e foi ao médico, que recomendou dieta severa. Disse, obviamente sem se dar conta da gravidade do problema, que preferia morrer a privar-se da boa comida.
Candinha fechou-se em luto por alguns anos. Nos primeiros tempos, quase enlouqueceu. Ia ao cemitério todos os finais de semana. Tinha acessos de choro repentinos. Quando se aproximava a hora em que Gaspar chegava para o almoço, ela se deparava preparando a comida para ele, como se estivesse vivo, e caía em desespero. Sempre que se aproximava o mês de agosto, mesmo após muitos anos de viuvez, revivia na memória sua Via Crúcis particular. Não comentava com ninguém, só dizia que não gostava de agosto, que torcia para o mês passar logo.
Candinha nunca mais se casou nem arrumou um namorado. Dizia que não via sentido em colocar outro homem em casa, com dois filhos adolescentes para criar. Embora permanecesse fiel à memória do marido (ela morreria em agosto de 2000, aos 88 anos de idade e 50 anos de viuvez), guardava uma mágoa e soltava um de seus bordões quando se lembrava dele. “Perdoar eu perdôo, mas não esqueço”. Tudo por causa de uma escapadela do marido, da qual ela só tomou conhecimento alguns anos depois de sua morte. Certa vez, uma moça incauta apareceu na rua onde a família morava procurando por um certo Gaspar. Dizia ser sua noiva. Foi escorraçada por um vizinho. Candinha gostava de se fazer de durona, mas, um dia, contou que, como uma Dona Flor de Jorge Amado, sentia a presença do marido morto, a seu lado, todas as noites. (Fabrício)

domingo, maio 14, 2006

atendendo a pedidos...

O Fábio pede desculpas por não poder postar mensagens neste blog, pois só consegue acessá-lo do trabalho e o pouco tempo que tem só dá para ler os comentários. Na minha última ida a Brasília, pediu que eu acrescentasse mais uma da Candinha: os ovos estalados. Durante muito tempo ele leu "ovos estrelados" em cardápios e pensou que estava escrito errado.
Vó, um beijo cheio de saudades pelo dia das mães, prá você que foi duplamente mãe de todos nós. Se você ainda estivesse por aqui, eu teria te ligado às seis da manhã para ser a primeira a dar os parabéns... (Thais)