
Tudo bem, não tem a Candinha na foto.
Mas esses dois juntos estão simplesmente demais.(Chiquinho)
PS: Há exatos 29 anos, Candinha estava em Campinas vendo chegar o Guga, seu netinho mais novo. Feliz Aniversário, Guguinha! (Fabrício)





PS1: Os russos que inventaram esse prato eram cozinheiros de um nobre chamado Conde Stroganoff. Quando fugiram da Revolução Bolchevique para a França, esses cozinheiros aprimoraram o prato e resolveram homenagear seu antigo patrão, dando seu nome a ele. Por algum motivo obscuro, quando o stroganoff aportou por aqui virou strogonoff, e, mais adiante, estrogonofe. Hoje, é referëncia de “comida chique” para o nosso proletariado, e, talvez por conta disso, acabou estigmatizado como “prato cafona” por setores bem cretinos da nossa classe média. Claro que não é nem uma coisa nem outra. O strogonoff é, na verdade, um belo picadinho com um belo pedigree. E, a julgar pelo histórico de vida de seus criadores, trata-se de uma tremenda “pièce de résistance”. Literalmente falando.
PS2: O strogonoff da Candinha era delicioso. Como ela cozinhava para um batalhão, usava com frequëncia contra-filet, alcatra ou patinho, para render mais. Ficava tão bom quanto o filet mignon, pois a Candinha era craque no corte das carnes, e ninguém sentia a diferença. De vez em quando, substituia o filet pelo peito de frango em cubos, e o champignon por milho verde em conserva. Quando a Candinha optava por isso, colocava menos polpa de tomate no preparo, além de dispensar o acréscimo de molho inglês. Eu, pessoalmente, não gostava muito quando ela fazia isso, mas me empanturrava mesmo assim. Fazer o quê, né?
PS3: Uma recomendação: Nunca sirva Strogonoff com Arroz à Grega. É coisa de cafajeste. Parece fala da Candinha. Mas não é...é minha mesmo. (Chiquinho)
Sempre que se aproxima a estréia de uma telenovela, e as emissoras mostram aquelas longas propagandas apresentando seus elencos estelares, ouço secretamente uma voz me dizer: “Essa vai ser boa”. É o eco da voz da Candinha. Noveleira incorrigível, alimentava a estranha esperança de que a próxima novela sempre seria melhor que a que passou. E apostava: “Essa aí vai ser boa”. Candinha adorava novelas e acompanhava todas as que conseguia: a reprise da tarde, no Vale a Pena Ver de Novo, a novela das 6, a das 7, a das 8. Quando a Rede Manchete apresentou bons folhetins às 21h30 (Pantanal, Ana Raio e Zé Trovão), lá estava a Candinha sentada em sua poltrona de vime, diante da televisão.
Candinha era boa de rezas também. Tinha uma que tirava mau olhado até de tronco seco. Não sei no que consistia a oração, ela nunca contou prá ninguém (parece que a única pessoa que sabe é a tia Lídia). Mas sei que levava um prato com água, um fio de azeite e uma folha de louro. Ela dizia as tais palavras mágicas e, se a pessoa merecedora da oração estivesse com "mau olhado", a folha de louro afundava e o azeite se dissolvia na água. Sumia, desaparecia, um fenômeno impossível de acontecer. Se não estivesse, não dissolvia; aí, podia levar o alvo da reza ao médico, porque o problema era sério. Lembro de uma vez que eu estava em casa, meio largada, desanimada, sem querer ir prá faculdade e, de repente, veio uma vontade incontrolável de ir para a aula. Cheguei na cozinha a tempo de vê-la desarmar o circo. Aí, eu perguntava: Vó, o que você andou fazendo? E ela respondia, com uma risada marota: "Rererere".





Lembro de assistir "ET" com a Candinha e a Anabé no antigo Cine Karim, na 111 Sul (hoje um templo da Falange Renascer), em Brasília.
Lembro também dela rachando de rir no Cine Brasília, na 107 Sul, vendo o Luís Fernando Guimarães pelado, vestido de anjo, e tendo que entrar em cena de pinto duro num filme de sacanagem inspirado em "Barbarella" que rola dentro do "Bar Esperança", pequena obra prima do Hugo Carvana.
Na volta para casa ela continuava dando gargalhadas. Aliás, sempre que ela via o Luís Fernando na TV acabava lembrando daquela cena e começava a rir sozinha. Aparentemente do nada.
E ela ficava muito puta porque toda vez que "Bar Esperança" passava na TV, cortavam aquela cena engraçadíssima. (Chiquinho)







